
Se você também é designer, deve ser um tanto quanto curioso para saber como são as workstations e os interiores de estúdios por mundo afora.
Pensando em nós, o site Where We Design é uma galeria com o propósito de mostrar os espaços onde designers do mundo inteiro trabalham.
Vale a pena conferir.

Quando você está buscando uma idéia e fica martelando naquilo, em muitos momentos parece que ela não quer vir. Então em um momento totalmente aleatório surge um grande estalo. Isso não acontece por acaso. Acontece porque o seu subconsciente tem um poder criativo muito grande.
De forma muito espontânea, no momento em que nos desligamos do assunto que batemos tanto a tecla, nosso cérebro parece pegar referências que teriam passado em branco e gerar uma grande idéia.
Há relatos de casos em que uma pessoa pode buscar durante meses repostas matemáticas para algum problema e em um dia qualquer, durante o sono, a solução aparece.
Para mim, essa pausa, onde geralmente as melhores idéias surgem, só podia acontecer de forma muito natural, mas no começo do mês o Carlos publicou um post no CHMKT onde ele falava sobre uma “técnica” de John Jantsch para ter idéias.
John diz que quando está buscando inspiração para escrever um artigo, um livro ou seja o que for, ele lê. No entanto a técnica consiste em ler um assunto totalmente aleatório ao assunto que você procura escrever.
O Carlos dá o seguinte exemplo:
“Se você deseja escrever sobre estratégia, a sua grande ideia pode vir de um artigo sobre como as abelhas constroem colméias (pra ele, leituras sobre a natureza são as melhores). O assunto, no entanto, não importa. Dá pra ler qualquer coisa, segundo ele, desde que você tenha absorvido bem qual é o foco desejado. Logo, as ideias começam a surgir para servir a esse tema.”
Com certeza há quem diga que isso seria perda de tempo, falta de foco, mas funciona exatamente como o Carlos ilustrou.
Há algumas semanas aconteceu comigo: Eu buscava um assunto para fazer um novo poster, e a idéia veio quando abri a página do G1 e tinha uma manchete sobre violência policial.
Em Criatividade em Propaganda, Carlos Menna Barreto cita: “Você pode encontrar uma boa idéia em qualquer lugar”.
Clemente Nobrega escreveu em sua coluna na Época Negócios deste mês que inovar não exige necessariamente originalidade. Clemente deixa bem evidente que não é necessário ser um gênio para inovar. O poder de associar e juntar referências de campos distintos, como John faz, pode ser talvez a forma mais eficiente de gerar boas idéias.
Enfim, podemos mais uma vez perceber, que inovação não tem nada a ver com genialidade e que práticas simples como essa podem, mais uma vez, vencer o bloqueio criativo.
Objectified é um documentário feito pelo diretor Gary Hustwit que fala sobre nossa relação com alguns objetos de desejo e quem são as pessoas por trás do design de referências como o iPhone.
Pra quem não sabe, o grande responsável por quase tudo que vemos na Apple é Jonathan Ive. Ive sempre foi o complemento perfeito para a “chatisse” de Jobs. Ele é basicamente a pessoa que sintetiza os desejos de Jobs em forma de Design.
No livro “A cabeça de Steve Jobs”, Leander Kahney relata que Jobs é tão exigente no aspecto design (lê-se estética e funcionalidade), que já houve um caso em que Jobs teria passado semanas em “reunião” com sua família para decidir a máquina de lavar que comprariam. Se há essa neurose em casa, imagine quando o assunto são suas criações na Apple.
Enfim, Ive é o cara. Tem a responsabilidade de agradar Jobs, e até hoje realizou isso com louvor.
Segue um trecho de Objectfied, onde Jonathan Ive fala o que pensa e o que faz para a Apple ser uma das empresas mais inovadoras do mundo.
Video via QueNerd

Mais uma vez o Daniel matou a pau no post sobre o redesign do logotipo da MTV.
Eu comecei a escrever o comentário no LogoBR e vi que daria um texto um tanto quanto grande, então resolvi fazer um breve post sobre isso.
A intenção é só registrar aqui o que eu penso, dando continuidade ao que ele escreveu, no mesmo pensamento de disseminar o conhecimento, mesmo que pequeno, que eu tenho.
Acho que tanto do ponto de vista estético, quanto do posicionamento da marca, a MTV acertou em cheio.
1. O posicionamento
Como o Daniel falou, a MTV deixou de ser um canal de música há muito tempo. Por que? Porque música vende, mas é algo muito pequeno, principalmente frente a geração que acompanha a MTV hoje.
Existem vários canais tanto em rede aberta quanto fechada, que se propõem a passar música 24 horas por dia. No entanto, são canais com baixissima audiência.
Enquanto o entretenimento proposto pela MTV pode agradar a muitas pessoas, dificilmente uma programação voltada 100% à música atingirá um público tão grande. E a internet tem grande participação nisso. Por que eu vou ficar assistindo um canal que vai passar 1 clipe que eu gosto pra cada 10 que eu não gosto, se eu posso assistir 10 que eu gosto no Youtube?
A geração que acompanha a MTV tem a “segmentação” enraizada nas veias e a não ser que um canal tenha conteúdo exclusivo a oferecer ele será trocado por horas de internet.
2. A estética x aplicações
Acho que a MTV enxergou muito, mas MUITO bem o quanto as aplicações que ocorreram com o logo da AOL tem tudo a ver com o posicionamento da MTV e embora, como o Daniel disse, as aplicações sejam contraponto aos projetos criados pela Universal Everything, essas aplicações me parecem ter influencia da Universal.
O principal ponto que sustenta essa minha opinião é: A Universal Everything participou do rebrand da AOL e viu o quanto isso deu certo!
Então não só a estética do logo (que tornou também a aplicação em menores escalas mais fácil por causa das linhas que ficaram mais grossas e eliminação de traços desnecessários), mas as aplicações em “multi-backgrounds” também parecem perfeitas no contexto em que a MTV se encaixa.
Enfim, acho que o redesign da MTV elevou seu posicionamento com êxito e mais uma vez mostra que o design inteligente pode trazer transformações significativas e muito eficientes.
Parabéns mais uma vez pelo conteúdo Daniel. A quem ainda não acompanha o LogoBR com frequência, ta mais que indicado.

Há um certo tempo já que venho pensando sobre o rumo que alguns blogs tomam na internet e sempre pensava se não existia nenhum questionamento por parte das milhares de pessoas que povoam as mídias sociais desse nosso Brasil.
Hoje fiquei feliz em ver que em meio aos comentários sobre o Google Buzz, o @mauroamaral deixou exposto neste post o que vem cutucando a minha mente:
Hoje existe uma maior preocupação com a forma que as mídias sociais funcionam do que com o conteúdo produzido pelos usuários que as povoam.
Todos discutem sobre a eficiência de tal recurso, da integração de X com Y e o caramba, mas gastam mais tempo pensando nisso do que no conteúdo.
Há alguns minutos atrás eu refletia sobre o trabalho do @willmurai por exemplo.
Qual a grande preocupação dele? Divulgar ao extremo o trabalho? Usar os mais avançados recursos de compartilhamento de conteúdo ou se dedicar ao que é produzido?
O mesmo acontece com o @cmerigo no B#9. Eu me lembro muito bem da época em que o cara vendia cds com comerciais que ele selecionava, pra ajudar no pagamento da hospedagem do blog. O que na época era uma forma muito legal de mostrar que o cara tava realmente produzindo algo, e a galera tava realmente disposta a ajudar a manter no ar, porque o conteúdo era e é muito bom.
A grande questão é: Se você tem um bom conteúdo, vai precisar se preocupar muito menos com a distribuição. O bom conteúdo faz das redes sociais brincadeira de criança. Ele se espalha com facilidade.
Eu admiro muito alguns blogs na internet simplesmente pelo fato de ter conteúdo próprio. Em alguns momentos o reply de conteúdo cansa.
É muito legal abrir blogs como o @logobr ou o blog do @eduardoduccigne e ver que os caras dedicaram tempo ali escrevendo, ao invés de só ir pegando um monte de coisa que já tem a rodo aí na internet só pra enxer o blog de posts.
Enfim, seja você um simples usuário ou uma empresa, se preocupe com as redes sociais, mas se preocupe mais com o que você tem a oferecer nelas e não o que elas tem pra oferecer a você. Como disse o @mauroamaral as redes sociais vão e voltam, o conteúdo permanece.

Joost Schmidt, 1923
Posters. Sempre gostei de posters.
Não sei exatamente o que faz deles peças gráficas tão bonitas pra mim, mas dos minimalistas aos totalmente ilustrados, todos os estilos me fascinam. Alguns chegam a me deixar intrigado, soam como geniais.
A história do poster é antiga. Na história do design gráfico mundial o destaque fica por conta dos Russos, Suíços e da grande referência alemã do (“gridded”, métrico, construtivo e desconstrutivo) genial design da Bauhaus.

Niklaus Troxler, 1976
No Brasil a maior referência são os posters de cinema e os lambe-lambes.
Nos posters de cinema, há uma maior valorização das ilustrações e uma preocupação menor com a composição enquanto nos lambe-lambes há um cuidado especial e até uma ajuda das prensas com a composição, por acabarem limitando a organização dos elementos.

Gráfica Fidalga x Creative Review, 2009
Enfim, devido a essa minha paixão por eles e aos meus atuais estudos sobre tipografia, resolvi começar a desenvolver experimentos com posters. Portanto, ao decorrer dos dias estarei postando tudo aquilo que eu produzir. 
Sendo os resultados bons ou nem tão bons a idéia é aprender com a prática; então críticas construtivas são muito bem-vindas.
Se eu não postar mais nada, briguem comigo, mandem tweets me xingando, porque provavelmente eu terei cansado, mas o exercício é necessário.
Já existem alguns experimentos que vocês podem ver nos posts abaixo.
É isso; let’s do it!
Eu não tenho costume de postar coisas relacionadas à Computação Gráfica, mas esse video não podia passar batido.
Ps.: Isso é 3D.
via @animatorio

